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Aglaia Souza 

02 JUL 2018
02 de Julho de 2018
Aglaia (Costa de) Souza nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou em Música. Professora de Piano na Escola de Música de Brasília, também trabalha com revisão de textos. 

Tem publicados os seguintes títulos: Gota de Barro (Poesia), Ed. Poeco, 1982; Artesã (Poesia), Thesaurus Ed., 1989; Vida Fêmea (Contos), Thesaurus Ed., 1991; Murmúrio (Poesia), Thesaurus Ed., 1993; Rondó ao Mar (Prosoema), Ed. Regional/Asefe, 1996; Canção Tagoriana (Poesia), Ed. Lorenz, 2000; O Anjo da Morte (Contos), Verano Editora/FAC, 2003; Moto-contínuo (Crônicas), Verano Editora/FAC, 2007; Cantaria (Poesia), Verano Editora/FAC, 2010.

Participou de inúmeras coletâneas, entre as quais Ensaio V (Poesia - org. de João Ricardo Scortecci), Ed. Scortecci, 1981; Água I (Poesia - org. de João Ricardo Scortecci), Ed. Scortecci, 1982; Ofício do agora (Poesia - org. de Sérgio Muylaert), Thesaurus Ed. Ed., 1985; Caliandra - Poesia em Brasília (org. de Mário Viggiano), André Quicé Ed., 1995; Sociedade dos Poetas Vivos: Mulher - vol. VIII (org. de Urhacy Faustino e Leila Miccolis), Ed. Blocos, 1995; Poesia em Brasília (org. de Joanyr de Oliveira), Ed. Sette Letras, 1998; Pensamentos da Literatura Brasileira (org. de Napoleão Valadares), André Quicé Ed., 2002; Antologia de Haicais Brasileiros (org. de Napoleão Valadares), André Quicé Ed., 2003; Antologia do Conto Brasiliense (org. de Ronaldo Cagiano), Projecto Ed., 2003; Poemas para Brasília (org. de Joanyr de Oliveira), Projecto Ed., 2003; Todas as gerações - o conto brasiliense contemporâneo (org. de Ronaldo Cagiano), LGE Ed., 2006; Geografia poética do DF (org. de Ronaldo Mousinho), Thesaurus Ed. Ed., 2006. Organizou a antologia Cronistas de Brasília – Vol. I e II, em 1995 (André Quicé Ed.) e 1996 (Thesaurus Ed. Ed.), respectivamente. 

Fez apresentações nas seguintes obras: Do saber ao fazer, Hilda Mendonça (Thesaurus Ed., 1990); A Poesia dos Astros ou As Lendas do Céu, Henriques do Cerro Azul (Thesaurus Ed., 1992); Judeus: os Povoadores do Brasil Colônia, Elias José Lourenço (Regional, 1994); A gente, tendo paciência, vê até tripa de formiga, Otacílio Souza (Thesaurus Ed., 1990); Pepino e farofa, Roberto Klotz (LGE, 2009).

Tem trabalhos publicados nas seguintes revistas literárias: Almanako Lorenz 1983 (Ed. Lorenz, RJ); Revista Literatura nº 2, 4, 6, 9, 10 (Códice, 1992 a 1996); Oficina - Agenda 1993 (Oficina Cadernos de Poesia, RJ); Cerrados nº 3 (Revista do Curso de Pós-Graduação em Literatura - UnB, 1994); Revista da Academia Brasiliense de Letras nº 13 e 14 (1993 e 1995); ANTO - Revista Semestral de Cultura nº 3 (Edições do Tâmega, Amarante, Portugal, 1998); Agenda Brasília & Poesia 2000. 

É verbete nos seguintes dicionários: Dicionário de Poetas contemporâneos (org. de Francisco Igreja), 1991; Dicionário de Escritores de Brasília (org. de Napoleão Valadares), 1994; 2ª ed., 2003; Dicionário de Literatura Brasileira (org. de Afrânio Coutinho e J. Galante de Souza), 2000; Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (org. de Nelly Novaes Coelho), 2002; História da Literatura Brasiliense (org. de Luiz Carlos Guimarães da Costa), 2005.


Cantabile

"O chão canta
um canto de dor
se passa, rataeiro,
passageiro cantor.

A voz leve
enleva e some:
só fica nos ares
um aroma e um nome."





O espelho

O espanto do idoso frente ao espelho
justifica o tempo que parou —
dentro do peito e da mente insone.

Onde fica o tempo que passou?



CANTARIA

 

Estou indo bem mais velha:

Maranhão me envelheceu.

 

Suas ruas, suas casas,

onde o passado ainda mora,

criaram raízes, lianas,

azulejaram as paredes,

ruíram caibros e tetos,

musgos nasceram nos becos.

 

Estou levando comigo

Maranhão feito em pedaços.

 

Suas pedras, suas portas,

seus licores, suas frutas,

camarões, peixes enormes,

a fala mansa, sem pressa,

os livros (tantos poetas!),

seus rios cheirando a mar.

 

Estou indo assim saudosa

do tempo do Maranhão.

 
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