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Marina Mara 

28 JUN 2018
28 de Junho de 2018
Marina Mara é poeta, publicitária, ativista cultural, atriz, roteirista, designer gráfico, consultora de projetos poéticos e literários. Atua pelo Brasil desde 2006 com projetos multimídia que abordam a poesia em diferentes formatos como grafite, quadrinhos, cinema, artes visuais, teatro, intervenções urbanas, internet. Dedicada exclusivamente à poesia, Marina viajou o país ministrando cursos e oficinas poéticas em feiras literárias e coletivos de arte. Em maio de 2010, Marina Mara lançou seu primeiro livro solo, o SarauSanitário.com, que é parte de um projeto homônimo que distribuiu poesia por banheiros públicos e pelo mundo virtual. Em março de 2012, Marina produziu a Parada Poética, reunindo cerca de cinquenta artistas (e amigos) no palco-caminhão do Teatro Mapati para celebrar o Dia Mundial da Poesia. Em junho de 2012, Marina foi convidada a se apresentar na Cúpula dos Povos na Rio +20 e também realizou intervenções poéticas Rio a fora, distribuindo cerca de 500 poemas em troca de sorrisos. Em outubro do mesmo ano, Marina realizou a segunda edição do projeto Declame para Drummond, um intercâmbio de poesia autoral em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade que distribuiu poemas por todos os estados do Brasil, em algumas cidades de Portugal, Espanha, Itália, Noruega, Suíça, Timor Leste, para os brasileiros que lá residem, principalmente, totalizando cerca de 50 mil poemas.
Em 2013 Marina lançou o curso Profissão Poeta que pretende, de forma prática e descontraída, indicar o caminho das pedras – que haverão no meio do caminho – entre poetas e o público/mercado. Os temas abordados no Curso são: publicação de poesia, captação de recursos, produção independente, dicas de palco e Poesia Falada, divulgação na mídia, poesia na internet, estratégias de marketing, entre outros. No Rio de Janeiro, Marina foi selecionada para participar do Festival Internacional de Teatro Home Theatre em 2013, onde dirigiu e atuou em o espetáculo poético autoral Sarau Sanitário. Em novembro de 2013, Marina foi uma das poetas convidadas da Feira do Livro de Pelotas – RS, da qual também participaram Alice Ruiz, Chacal e Nicolas Behr. Em julho de 2014 foi mês de nascimento do Lounge Poético, um laboratório-sarau realizado semanalmente em Brasília com sucesso de público e entrada gratuita.A proposta do Lounge é lançar novos poetas, fomentar a cena local, formar público para a poesia e oferecer aos poetas oficinas e vivências lúdicas com artistas de renome na cena literária como a escritora Elisa Lucinda. Marina Mara ministrou várias oficinas em 2014, entre elas: Poesia Ativista no projeto Mapa Gentil; Roteiros e zines no Jovem de Expressão – Ceilândia - DF; Profissão Poeta em algumas feiras literárias e coletivos de artistas pelo Brasil. Em outubro desse ano a poeta produziu a terceira edição do Declame para Drummond, com a participação de 180 poetas de todo o país. Ainda em 2014, Marina participou do longa-metragem Menina de Barro, do diretor Vinícius Machado, e do curta-metragem Diana, do mesmo diretor. No mesmo ano Marina Mara ministrou o curso Mulheres que Correm com os Lobos, com foco na autoestima e valorização do Sagrado Feminino.
Em 2015 Marina Mara idealizou e produziu o calendário Poesia Nua, no qual quinze poetas posaram nus para arrecadar fundos para publicação de livros, recebendo grande destaque nos principais veículos de comunicação do país. O calendário trabalhou fotografia, poesia autoral e a arte urbana do artista londrino Banksy – artes gráficas feitas por Marina Mara. Em fevereiro Marina Mara colocou o bloco Rejunta meu Bulcão na rua como coordenadora e idealizadora propondo uma homenagem poética ao artista Athos Bulcão e a Brasília - foram mais de mil e quinhentas pessoas ocupando as ruas da cidade de forma poética, iniciativa que foi pauta de vários jornais, inclusive o jornal TeleSur, que deu ao bloco visibilidade internacional. Em março de 2015, Marina lançou dois cursos de interpretação de poesia, o Poeteen, para jovens e o Poesia no Palco, para adultos. No fim deste mês Marina lançará seu livro Figuras, com 123 poemas e prefácio de Tom Zé. Em agosto de 2015 Marina ministrou a oficina Literatura Feminista no SESC São Paulo pelo Projeto Margens, que também contou com Elisa Lucinda e Eliane Brum como convidadas.
Em 2016 Marina lançou o espetáculo teatral BlasFêmea, no qual cria ao vivo paisagens sonoras com o uso de instrumentos como pau de chuva, berimbau, hang drum e gaita, todos conectados a um loops station. O cenário é feito com projeções de imagens inspiradas no Sagrado Feminino. 
Em 2017 Marina lançou o livro BlasFêmea, com contos, crônicas e poemas sobre o universo feminino. Em maio do mesmo ano, a poeta lançou o livro Profissão Poeta - Um guia prático e amoroso sobre viver de poesia. Em primeiro de maio de 2017, Marina Mara idealizou o aplicativo PoemApp - O Mapa da Poesia do Brasil em parceria com o MediaLab da Universidade de Brasília, onde é Mestranda em Arte e Tecnologia.


fonte:https://www.facebook.com/pg/marinamarapoeta/posts/
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/marina_mara.html#topo





ARTE URBANA

As galerias das ruas
No museu cotidiano
Passam de gris a grafite
Num passe, num passo
Traçando trajetos
Com traços de tons
E compasso de sons
Que cantam a realidade
E pintam pela cidade
Um jeito diferente de ver
E de viver o que está aí
E quem vier ver, verá.





BURLE

(Ao músico, pintor, poeta e paisagista Roberto Burle Marx)

Burle o que não for arte
Marques com cores as veredas
As varandas, as telas e teclas
E quando chover no jardim
E o sol trouxer as sete cores
O mestre dará sete notas
Todas mudas, que plantadas
Florescem como poesia
Enraizada em projetos
De cheiro, a vida e simetria
Seja tela, terra ou tom
Sim, tudo são flores
Quando a  magia é dom
É o poder da alquimia
Que tira som de planta
Como maestro que encanta
Os pardais de orquestras naturais
Que leem nas linhas das folhas
Suas partituras musicais.




TARJA

o sol tatuava uma tarja dourada
em meus olhos quando pelo espelho
vi a estrada se afunilando
e de tão estreita foi engolindo
o caminho de volta ao seu colo,
a sua companhia e também a tarde
só não devorou meus olhos por piedade
pois quando a saudade incomodar
é para o mesmo espelho que vou olhar
não pra lembrar de sua estrada
mas de sua essência que colore
minha íris quando chovo
mesmo da outra ponta do arco.
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